VIVER É TOCAR O CORAÇÃO DAS PESSOAS

“De fato, onde está o seu tesouro, aí estará também o seu coração” – Mt. 6:21”.

Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. È o que faz com que ela não seja nem curta nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura… enquanto durar.

“Para onde quer que você for, vai todo, leva junto teu coração”. . (Cora Coralina).

O coração de uma pessoa certamente é um de seus maiores tesouros. O que não é tão envolvido de certezas é o cuidado que muitos deixam de ter com suas próprias vidas, pois não cuidam de dar morada a sentimentos bons, tais como sentimento de bondade, amor e compaixão, consigo mesmo e também com os outros.

A vida é um presente que só pode ser desfrutado de uma vez e, não somente, mas também por isso, não dá para desperdiçá-la com a supervalorização das muitas desventuras que nos são apresentadas do dia a dia.

Assim como nas palavras de Cora Coralina, o ponto alto da vida não está, ao contrário do que estamos acostumados a pensar, nos muitos anos de vida que nos é permitido viver, mas nos impactos positivos que possamos ter na vida de outro alguém.

O que acontece algumas vezes é que desaprendemos como impactar positivamente a vida de alguém por que absorvemos em nós muitos sentimentos que fazem esvair a paz e a conseqüente felicidade dos melhores anos de nossas vidas, ou seja, os anos do agora, do hoje, não aqueles que já fazem parte do passado.

Viver é assim, tem mesmo dessas coisas, mas para o nosso próprio bem é bom considerarmos as nossas importâncias, ou seja, aquilo que assimilamos no decorrer de nossa vida.

Importamos dor, desespero e amarguras quando damos importância em demasia às desventuras vividas num determinado momento. Importamos esperança, amor e possível paz quando deixamos de valorizar a queda e começamos a valorizar o tempo de levantar de cada um, inclusive o nosso.

As infelicidades, as desventuras, os desagrados e as insatisfações batem à nossa porta todos os dias, mas temos a chance de não a abrirmos tanto assim, de modo que tenhamos reserva e força suficiente para mandarmos de volta tudo àquilo que não nos faz bem.

Viver pode até parecer difícil diante da tantos altos e baixos, mas, quando respeitamos o momento do outro e reagimos em sintonia com esse tempo, muitos segredos são desvendados.

Esses segredos nos mostram que há ajuda para aquele que soube como e quando estender a mão. E quando os dias de infelicidade vierem transfigurados de algum tipo de perda, esses dias serão menos difíceis de serem suportados, pois teremos refúgio na presença de um ombro amigo.

Dessa forma, não há como viver com intensidade sem o contato com outra pessoa, com outro alguém, pois quando somos “o braço que envolve a palavra que conforta o silêncio que respeita e a alegria que contagia”, somos, por conseqüência, o amigo oportuno, aquele que sabe respeitar o tempo de cada um.

IGREJA ANGLICANA EM CASCAVEL

Autora: Érika de Souza Bueno

Rev. Marialvo Rodrigues

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