Stefanello e Hallberg discutem “Call Center” da Saúde em Cascavel

Foto: Silvio Matos/Assessoria do Vereador Fernando Hallberg/CMC

Stefanello e Hallberg discutem “Call Center” da Saúde em Cascavel

Na tarde da última sexta-feira (18), o vereador Fernando Hallberg (PDT) se reuniu com o secretário de Saúde de Cascavel, Thiago Stefanello. Foram abordados vários assuntos, dentre eles, a implantação do Call Center da Saúde e o projeto piloto “Segunda Opinião”, que já está funcionando.

O primeiro programa vem para substituir o trabalho que hoje é feito nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e nas USFs (Unidades de Saúde da Família). “nesta terça-feira terei uma reunião, pois vamos tirar das unidades a responsabilidade de avisar os pacientes sobre os agendamentos externos. O servidor administrativo fica sobrecarregado com tantas atividades”, diz Stefanello.

Segundo o secretário, a reunião, em conjunto com o setor de Atenção Primária, servirá para alinhar as ideias. “O Call Center da Saúde será operado via WhatsApp e ligação telefônica por servidores da sede da Secretaria de Saúde. Assim que sair o agendamento do especialista, o servidor vai encaminhar uma série de mensagens, uma na semana da consulta, uma um dia antes, e uma mensagem no dia da consulta. Estamos nos espelhando em Vitória/ES, lá funciona muito bem essa questão da informatização dos serviços de saúde”, explica.

Projeto Piloto

O secretário de Saúde Thiago Stefanello, destacou o “Segunda Opinião”. “O programa já está em funcionamento na cidade, ainda é um piloto. O período de testes começou em setembro e vai até novembro. Pegamos cardiologistas, dermatologistas, pneumologistas e gastroenterologistas. Nossos médicos do CAE [Centro de Atenção Especializada] tiram 30 minutos da sua jornada para responder os clínicos da atenção básica”.

Stefanello explica que são nove UBSs sendo atendidas nesse esquema. “O clínico geral vai consultar o paciente normalmente, se o profissional ficar com dúvida no diagnóstico, ele poderá questionar o especialista. Sendo assim, o paciente recebe um novo agendamento no posto. Na nova consulta, o clínico já com a resposta do especialista, pode resolver a situação na própria unidade, ou daí sim encaminhar para o especialista, reduzindo a fila dos serviços especializados”.

70% dos pacientes das UPAs são casos de UBS

Conforme o secretário Stefanello, cerca de 70% das pessoas atendidas nas três UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) são casos de UBS/USF. “Hoje nós atendemos, em média, 700 pessoas por dia, deveríamos estar atendendo 150 pacientes, ou menos”, contabiliza.

O chefe da pasta afirma que estão sendo amplamente divulgadas informações para que os pacientes procurem as unidades pertinentes para cada tipo de demanda, assim diminuindo a lotação das UPAs. Este portal já apresentou a diferença entre os tipos de unidades com a ajuda da Doutora Luciana Cavalli, você pode ter acesso ao conteúdo pelo link: [https://fernandohallberg.com.br/noticias/upa-ubs-usf-voce-sabe-a-diferenca/].

Ainda sobre esse segmento da Saúde, Stefanello disse que fazem 40 dias que “eu já tenho uma pessoa em cada UPA para cuidar do familiar do paciente. O médico, o enfermeiro e a equipe de saúde não conseguem fazer esse papel, se fizerem isso acabam deixando de atender outros pacientes. É fundamental ter essa pessoa para passar todas as informações pertinentes para a família, ajudá-la a entender o sistema e também a acompanhar seu familiar com tranquilidade e sem desencontro de informações”.

Cisop

Stefanello afirma que o Cisop (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná) precisa ter um médico auditor. “Londrina tem e é muito funcional, é o ideal. O médico auditor faria toda a triagem e averiguaria as reais necessidades dos procedimentos solicitados pelos médicos especialistas, assim diminuindo demanda, otimizando o tempo e facilitando a vida do paciente. Há procedimentos que podem ser passados para outro tipo de serviço, sem a necessidade de o paciente sempre precisar do Cisop”, diz.

PAI

Já sobre o uso do PAI (Programa de Atendimento Imediato), Stefanello explica: “Se pensamos em um cenário que só 75% da população usa o SUS [Sistema Único de Saúde], precisaríamos de mais 33 leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva], hoje são 82, teríamos que ter 115 leitos. Atualmente, quando não há mais leitos na rede pública e no privado conveniado, o Estado compra leitos da rede particular. O PAI desempenha papel fundamental de averiguar todas as situações e nós estamos reestruturando o serviço na cidade”, declara.

O que é o PAI?

O PAI é um programa criado para permitir a compra de leitos de UTI na rede particular, para pacientes com risco iminente de morte, após cessada toda e qualquer possibilidade em relação aos leitos da rede pública e privada conveniada ou não ao SUS, já implantados e cadastrados ao CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) sob regulação da Macrorregulação de Leitos e da Central de Regulação do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

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