Servidores da Saúde são orientados como proceder em casos suspeitos de coronavírus

Declarado estado de emergência em âmbito nacional, os profissionais da saúde estão em alerta

Na tarde da ultima terça-feira (04), a Secretaria de Saúde de Cascavel realizou uma reunião técnica com profissionais da saúde representantes das unidades de pronto-atendimento, hospitais, Consamu, Siate e Exército, com orientações sobre o novo coronavírus. Os profissionais estão sendo orientados para atendimento de um possível caso suspeito no município.  “Vamos falar o que sabemos até o momento sobre o coronavírus: os meios de transmissão, os cuidados gerais, a prevenção, os sintomas e como proceder quando se receber um caso suspeito. Além disso, todos os serviços já receberam uma nota informativa”, explica a diretora de Vigilância em Saúde, Beatriz Tambosi. Além dessa ação, uma nova reunião técnica está programada para sexta-feira (07), para os representantes dos profissionais da atenção primária e outros serviços do Município.

Apesar de não ter no município nenhum registro do vírus até o momento, o Ministério da Saúde declarou estado de emergência à saúde pública em âmbito nacional, na coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira (03), devido à intenção de repatriamento dos brasileiros que estão na China, como relatou Beatriz, ao início das instruções da capacitação. “Foi declarado sem ter casos confirmados no país”, explicou.

A abordagem está sendo feita pela Secretária de Saúde como forma de precaução, a partir das informações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “Nós estamos sendo preparados para esse enfrentamento em nível local, caso venha a acontecer, não só preparados com todo o aporte de estrutura de insumos, como também essa capacitação para orientação dos profissionais”, considera a gerente da Vigilância Sanitária, Rozane Campiol.

A transmissão do coronavírus pode ser feita através das gotículas respiratórias, por meio da tosse, espirros e contato com superfícies e objetos contaminados. O período de transmissão é de, em média, sete dias após o inicio dos sintomas. Mas novos estudos sugerem que a transmissão pode ser feita antes do aparecimento dos sintomas, não se sabe ao certo quantos dias antes. O período médio de incubação da infecção é de cinco a 16 dias.

As unidades hospitalares de referência para prestar atendimento em casos suspeitos já foram definidas: O HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) e o Hospital São Lucas. Os profissionais que atuam nessas unidades aguardavam um posicionamento oficial e também estiveram presentes entendendo como proceder nessa situação, como conta a coordenadora do Controle de Infecção Hospitalar do Hospital São Lucas, Lindsay Menna. “Temos algumas publicações do Ministério da Saúde que seguimos, mas aguardávamos esse parecer de quais medidas devemos tomar, de quais equipamentos precisamos realmente utilizar e qual vai ser o fluxo de amostras e exames que serão coletados. E mais do que isso, para a gente se atualizar nesse momento”, conta.

As atualizações sobre contágio, novos casos e formas de atuação, vindas da Anvisa e do Ministério da Saúde, são constantes e serão sempre repassadas a estes profissionais.É importante lembrar que a forma mais eficaz de prevenção é evitar a exposição ao vírus tomando os seguintes cuidados:

Manter ambientes bem ventilados;

Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, copos, garrafas;

Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

Evitar contato próximo com pessoas doentes;

Ficar em casa quando estiver doente;

Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com um lenço de papel e após o uso jogar no lixo;

Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;

Evitar contato próximo com animais selvagens e animais em fazendas ou criações;

Procurar assistência médica, se apresentar febre e sintomas respiratórios e ter viajado para área de transmissão ou ter tido contato com caso suspeito ou confirmado, nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas.

Se houver exposição aos fatores de risco os sintomas a serem observados são: febre, tosse e dificuldade respiratória. Em alguns pacientes a febre pode não estar presente, como por exemplo, idosos e pessoas imunodeprimidas. Se apresentados estes sintomas uma equipe de saúde deve ser notificada.

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