Restrição nas fontes segue notificação do Ministério da Saúde

Foto: Asscom

Ainda em outubro, a Vigilância em Saúde Ambiental recebeu notificação do Ministério da Saúde proibindo o consumo de água captada em fontes urbanas

Equipes da Sema (Secretaria Municipal do Meio Ambiente), atendendo decisão do Comitê Gestor de Recursos Hídricos, formado por IAP( Instituto Ambiental do Paraná), Sanepar, Emater, secretarias municipais de Meio Ambiente, Agricultura e Saúde e representantes do Ministério Público, Câmara de Vereadores – Comissões de Saúde e Meio Ambiente, Conselho Municipal de Meio Ambiente e Conselho Municipal de Saúde, iniciaram nesta quarta-feira (6) o trabalho de restrição à captação da água para consumo humano nas 17 fontes espalhadas pela cidade. A ação teve início na fonte localizada no Parque Tarquínio e amanhã (7) será  feita a restrição de acesso à água na fonte do Bairro Pacaembu.

A partir daí a Secretaria de Meio Ambiente vai seguir um cronograma de trabalho que deve durar em torno de duas semanas. A decisão foi tomada durante reunião do Comitê Gestor de Recursos Hídricos realizada no último dia 29 de outubro, na Acic. “A decisão foi tomada por uma questão de saúde pública, de forma preventiva para evitar problemas à população que tem o hábito de consumir a água destas fontes. A decisão também encontra respaldo em recomendação do Ministério da Saúde após o surto de diarreia registrado em Cascavel no início deste ano”, disse o diretor da Secretaria de Meio Ambiente, José Luis Ferreira.

No mês de outubro, segundo Ferreira, a Vigilância em Saúde Ambiental, recebeu uma notificação do Ministério da Saúde proibindo o consumo de água captada em fontes urbanas. “A água de captação superficial, segundo o Ministério da Saúde, só pode ser consumida se passar por tratamento de desinfecção. Esta água está imprópria para o consumo humano, mas é essencial para o meio ambiente e o que estamos fazendo é alertar a população sobre os riscos de se consumir esta água e não lacrando estes espaços. Para alertar a população dos riscos estamos reinstalando placas com a informação em todas as fontes espalhadas pela cidade”, explicou o diretor da Secretaria de Meio Ambiente.

De acordo com as informações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, trata-se de uma está é uma questão de saúde pública, não sendo uma decisão do Executivo Municipal. “Foi uma ação do Governo Federal, através do Ministério da Saúde, que notificou Vigilância em Saúde Ambiental que, por sua vez, notificou a Sema e a secretaria, através do Comitê Gestor de Recursos Hídricos, fez uma reunião com a presença do Ministério  Público e demais agentes gestores da água onde ficou decidido por unanimidade esta ação. É nossa responsabilidade zelar pela saúde da população, mesmo que esta  seja uma ação pouco simpática aos olhos dos frequentadores destes locais”, completou.

O secretário de Meio Ambiente, Wagner Seiti Yonegura, destacou que o consumo de água contaminada pode prejudicar principalmente crianças e idosos com casos de gastroenterite. “Não podemos nos omitir por se tratar de um problema grave, por isso estamos adotando esta medida. No próximo dia 20 de novembro, faremos uma nova reunião com todas as entidades envolvidas para discutirmos a segunda etapa desta ação que é a revitalização das fontes e a proteção das nascentes”.

A alteração nos painéis das fontes dificultando a captação da água deverá obedecer à característica de cada construção sem impedir que a água jorre nas praças. A Sema quer manter a questão lúdica da água e da contemplação deste recurso essencial para a vida. As águas das fontes em Cascavel são submetidas a análises e monitoramento conforme indicação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, duas vezes ao ano. “Estamos informando a população dos riscos de se consumir esta água, mas se mesmo assim houver o consumo, todos temos o livre arbítrio, cada pessoa deve ter consciência do que lhe faz bem. O Município não pode se omitir. Sabendo do laudo que aponta que a água é imprópria para ao consumo humano e facilitar seu acesso, seria uma ato de omissão e o Governo Municipal que quer salvaguardar a saúde da população sem prejudicar o meio ambiente”, disse Yonegura.

A decisão de apenas dificultar o acesso à água e manter as fontes jorrando, também foi objeto de discussão na reunião do Conselho Gestor de Recursos Hídricos. Após as discussões optou-se por manter as fontes devido a importância da água para o meio ambiente e também para o bem estar dos frequentadores de parques e praças. “A água faz parte do cenário destes ambientes. Não dá para imaginar um parque sem uma fonte. O que precisamos é preservar a qualidade de vida da população proporcionando saúde e bem estar, além da preservação ambiental”, concluiu o diretor da Sema.

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