Porto adverte que ações do estado é que precarizam atendimento no HU

Foto: Marcelino Duarte/Assessoria CMC

Porto adverte que ações do estado é que precarizam atendimento no HU

O vereador Paulo Porto (PCdoB) manifestou hoje a preocupação com os pedidos de intervenção do Estado na administração do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP). Segundo ele, a intervenção não resolveria o problema, uma vez que as ações do próprio Estado é que estão precarizando os serviços prestados na unidade. Ele lembra, por exemplo, que o governo do Estado reteve, até agora deste ano, cerca de R$ 10 milhões através da chamada Desvinculação de Receitas e Estados e Municípios (DREM).

“Intervenção hoje no HU é ver o estado fazendo intervenção no próprio estado”, diz. “Tenho ouvido atentamente o debate a respeito de uma eventual intervenção estadual no HU”, diz, ressaltando algumas questões. Para o vereador, é necessário entender que o HU “é exatamente o que seu nome indica: um Hospital Universitário”, ou seja, um Hospital-escola, onde se ensina a ser enfermeiro, médico, e farmacêutico, “o que lhe traz algumas particularidades, como por exemplo, o ensino, pesquisa e extensão, o que torna distinto dos demais hospitais públicos”, assinala.

Porto também afirma que é preciso entender que “se o HU tem problemas é justamente pela falta de servidores concursados”. Para ele, é lamentável que, já há algum tempo, “o governo estadual não realiza concursos para suprir os servidores necessários e tem priorizado a terceirização dos serviços, com reflexos negativos para o atendimento ao público”.

O vereador também pondera que os problemas enfrentados pelo HU “se dão pela absurda decisão do governo estadual em não liberar a DREM (Desvinculação de Receitas e Estados e Municípios), recursos que ficaram retidos de forma inexplicável até agosto deste ano! Estamos falando de 10 milhões de reais, que deveriam vir não vieram para o HU, o que acarretou a falta de material e de recursos necessários para manter o bom atendimento ao usuário”, ressalta.

Paulo Porto explica que é preciso discutir a superlotação do HU a partir da parceria com o sistema municipal de saúde, “que tem problemas graves, como filas que não andam e a ausência de profissionais em vários setores, o que acarreta a falta de atendimento e obviamente, a consequente superlotação no HU”, afirma.

Durante sua fala na tribuna, durante a sessão desta terça-feira (22), Porto sai em defesa do HU, lembrando que o hospital presta um serviço de excelência a todo o oeste do Paraná e não apenas Cascavel. “O HU atua em uma macrorregião de dois milhões de habitantes”, lembra.

“Assim, quando falamos de uma eventual intervenção do estado no HU, isso seria uma intervenção do Estado no próprio Estado. Ou seja, o mesmo Estado que não chama concurso, o mesmo Estado que precariza todos seus servidores, o mesmo Estado que, de forma quase criminosa, reteve por oito meses a DREM, subtraindo dez milhões de reais do HU. O mesmo Estado que aposta na terceirização, que se alinha ao Governo Federal quando este retira recursos das políticas, entre elas o SUS”, discursou o vereador.

Ao final, Porto faz uma provocação: “É este Estado, e esta solução, que vamos dar para melhorar o HU? Qual o sinal que temos que este Estado, que precariza o serviço público, irá melhorar este mesmo serviço público?”.

Para ele, “a verdade é que o HU presta um serviço de excelência, apesar dos poucos recursos, apesar da contenção de verbas, apesar da falta de material e apesar do falta de servidores”.

“Que o HU tem problemas, não há dúvidas. Que está super lotado, não tenho dúvidas. Mas tenho a certeza que não serão resolvidos por meio de uma intervenção de um governo que tem demonstrado que tem pouco ou nenhum compromisso nem com a população e muito menos com os servidores públicos”, diz.

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