Paranhos lança Programa de Mobilidade Urbana Sustentável

Na tarde desta quinta-feira (20) prefeito apresentou carros elétricos, eletropostos e assinou projeto de lei que será encaminhado ao Legislativo

O prefeito Leonaldo Paranhos e o presidente da Fundetec, Alcione Gomes, lançaram nesta quinta feira (19), o Programa de Mobilidade Urbana Sustentável que compreende uma série de ações do Governo Municipal para incentivar o uso de veículos elétricos e diminuir o consumo de combustíveis fósseis que são responsáveis por 72,6% das emissões de gases estufa (GEE), vilões do aquecimento global.

Foram apresentados os dois primeiros veículos elétricos adquiridos pelo Município e também os dois primeiros eletropostos (estações de recarga) para estes veículos. “Este é o início de um programa que achamos que pode ser uma transformação. Temos uma frota de mais 800 veículos, gastamos quase R$ 6 milhões/ano em combustíveis, fizemos um estudo dos dez carros que mais gastam combustível em torno de R$ 330 mil por ano. E os elétricos são mais econômicos. Estes veículos (elétricos) serão destinados a pequenos serviços, para a guarda para trabalhar nos parques”, explicou o prefeito Paranhos que falou também que está sendo enviado à Câmara um projeto de incentivo para a população. “Temos o IPVA que hoje é isento no Paraná, vamos bancar a energia elétrica com cinco pontos instalados na cidade e também estamos trabalhando a possibilidade de um incentivo no Estar (Estacionamento Regulamentado), é um incentivo para o primeiro ano sem nenhum custo”, completou.

No mesmo ato, o prefeito Paranhos, o presidente da Fundetec e o presidente da Câmara de Vereadores, Alécio Espínola, assinaram o projeto de lei que será encaminhado ao Legislativo que estabelece a instalação de postos para recarga de veículos em locais públicos, inclusive em parceria com a iniciativa privada e outros órgãos públicos. “Este é um programa extremamente inovador que é a implantação de um programa de Mobilidade Urbana Sustentável com veículos elétricos, estações de recargas de veículos elétricos, com um projeto de lei moderno que traz incentivos e benefícios para que as pessoas possam deixar o modelo convencional de veículos fóssil e passar para um modelo mais novo, moderno, menos poluente, preservando o meio ambiente e promovendo um desenvolvimento sustentável”, disse o presidente da Fundetec.

O vereador Alécio Espínola destacou a importância do momento para o desenvolvimento do Município. “Desde 2017, temos convivido com ações importantes para o crescimento de Cascavel e este é sem dúvida mais um importante momento para o desenvolvimento que tem chamado atenção, não apenas da população, mas também das pessoas que vem de fora e veem uma cidade em franco desenvolvimento ”, destacou.

Parceira no projeto, a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste) esteve representada pelo pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Unioeste, Reginaldo Ferreira dos Santos, destacou o “trabalho, dedicação e empenho dos alunos de mestrado e doutorado do curso de engenharia de energia na parceria com o Município”.

O Projeto de Lei

A proposta que será enviada para Câmara de Vereadores prevê a gratuidade na utilização dos equipamentos públicos de recarga (eletropostos) de veículos elétricos por 24 meses e, posteriormente, tarifado conforme decreto regulamentar, isenção do pagamento das taxas de estar durante o processo de recarga (até 2 horas) de acordo com a área já disponível para estacionamento.

O projeto prevê ainda a criação de vagas exclusivas para recarga de veículos elétricos, com pintura horizontal (piso) e sinalização vertical específica, a serem instaladas pela Transitar, em até 30 dias após o secionamento e publicação desta lei, o desenvolvimento de políticas de subsídios para transporte público de qualidade com emissão zero de gás carbônico e ainda a definição de áreas específica pela Prefeitura para estacionamento de veículos elétricos alugados por meio de aplicativos (car sharing).

O Município de Cascavel também incentivará o uso de soluções tecnológicas inteligentes, a fim de promover benefícios ambientais, sociais e econômicos em favor da melhoria da qualidade de vida do cidadão e da cidade.

Quem desenvolveu?

Este programa é desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Cascavel em parceria com a Fundetec (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Cascavel) e faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pelo prefeito Paranhos para transformar Cascavel em uma cidade cada vez mais humana e ‘inteligente’. O programa tem como ótica o incentivo à mobilidade urbana sustentável, que incentiva a utilização de veículos automotores movidos à base de energia elétrica ou a hidrogênio.

Paraná

Atualmente, o Paraná tem 275 veículos elétricos, o que representa 0,003% de uma frota de 7.237.593 carros, motocicletas, ônibus e caminhões e ainda é dependente dos veículos movidos a combustíveis fósseis. Os dados do Detran (Departamento de Trânsito do Paraná) mostram que a maioria esmagadora dos veículos elétricos do estado se concentra em Foz do Iguaçu (80) e Curitiba (73). Eles estão presentes em apenas 31 cidades, o que representa 7,7% das 399 do estado.

A maior eletrovia do Brasil, instalada no Paraná pela Copel em 2018, completou 330 recargas neste ano. São 730 quilômetros de extensão, ligando o Porto de Paranaguá às Cataratas do Iguaçu, em Foz. Foram consumidos 2.914 kwh, uma média de 8 kwh por recarga, a um custo aproximado de r$ 6,75 cada.

Emissão zero de poluentes

Os veículos elétricos fazem parte do grupo dos veículos denominados zero emissões, que por terem um meio de locomoção não poluente não emitem quaisquer gases nocivos para o ambiente, nem emitem ruído considerável, uma vez que motores elétricos são silenciosos. Segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), o uso cada vez maior de veículos elétricos e movidos a energias renováveis com certeza tem justificativas nobres, baseadas na nova economia mundial, mais sustentável, consciente e compartilhada. Porém, devido a fatores tecnológicos, baixo volume de escala e dependência de um ecossistema de infraestrutura ainda não completamente disponível, o mercado dos veículos sustentáveis ainda não estimula a participação do consumidor comum.

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