Outubro rosa: Alécio recebe visita da primeira paciente do projeto Moça Bonita

Foto: Marcelino Duarte/ Assessoria CMC

Outubro rosa: Alécio recebe visita da primeira paciente do projeto Moça Bonita

O presidente da Câmara Municipal de Cascavel, Alécio Espínola (PSC), recebeu nesta quarta-feira (23) a visita de Nelly Antunes, a primeira mulher brasileira a ser atendida pelo projeto do Instituto Moça Bonita, voltado exclusivamente para mulheres jovens com câncer. Nelly passou por cirurgia para restauração de simetria de mamas, com implantes de silicone, depois de se recuperar de um câncer, diagnosticado em 2013. A cirurgia foi realizada na última sexta-feira, em Cascavel, no Ceonc Hospital do Câncer, pelo médico Paulo Militão.

“Estou me sentindo maravilhosa e espero que projetos como esses alcancem outras mulheres, que precisam desse tipo de apoio”, disse Nelly, que é moradora de Foz do Iguaçu. “Agora vou virar quase uma cascavelense, de tanto vir para cá”, disse, explicando que há algumas semanas vem fazendo a linha Foz-Cascavel durante a preparação para a cirurgia. Ela também ganhou, dentro do mesmo projeto, o atendimento odontológico completo, também com profissionais parceiros do projeto, em Cascavel.

Nelly Antunes esteve acompanhada na visita a Alécio Espínola por Deisemar Mendonça Camargo, que é servidora da Câmara e casada com um primo de Nelly. Em Cascavel, durante os preparativos para a cirurgia e para o tratamento dentário, Nelly ficou hospedada na casa de dona Maria de Lourdes, moradora do Jardim Presidente. Dona Maria também esteve nessa manhã, na visita a Alécio. “Eu a recebi em minha casa. Conheci ela na semana passada, mas agora já temos uma história juntas”, diz.

Nelly Antunes conta que foi diagnosticada com câncer de mama e, durante todo o tratamento, sofreu violência doméstica. Ela apanhava do marido e isso ocorreu inclusive logo depois que chegou de uma das sessões de quimioterapia. Na última ocasião, sofreu um soco na boca e chegou a perder dentes. Foi quando encaminhou o caso à justiça, resolveu se separar e recomeçar a vida, com os quatro filhos. Ainda em Foz do Iguaçu, fez a reconstrução da mama após a cura do câncer, mas o resultado não foi o esperado. “Hoje já posso voltar a me ver no espelho e me sentir bem”, diz.

Divulgação

Alécio Espínola diz que é emblemático poder conhecer a história de Nelly em pleno Outubro Rosa e saber que ela foi muito bem atendida por profissionais da cidade. Ele comenta que isso ajuda a divulgar uma causa de extrema importância para o país, que tem uma taxa de incidência de 62,9 casos de câncer de mama por grupo de 100 mil habitantes. Mas que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a taxa de mortalidade do câncer de mama no Brasil é relativamente baixa principalmente por conta do acesso a diagnóstico e tratamento adequado no tempo oportuno.

Conforme dados do INCA, para este ano, no Brasil, a estimativa é que sejam diagnosticados quase 60 mil novos casos de câncer de mama. “Diante desse cenário, é importante que as informações sobre riscos da doença e os benefícios dos exames de rotina sejam amplamente divulgadas para toda a sociedade”, avalia Espínola.

Ministério da Saúde e INCA tem reiterado durante o Outubro Rosa que a campanha é fundamentada em três pilares estratégicos de controle da doença: prevenção primária, diagnóstico precoce e mamografia. O objetivo é diagnosticar o câncer o mais precocemente possível, ainda nos estágios iniciais da doença, quando o tratamento é mais efetivo.

INSTITUTO MOÇA BONITA

O Instituto Internacional Moça Bonita foi lançado no final de agosto, para o Brasil, pelo médico libanês Aref Muhuieddine, idealizador desse que é o primeiro trabalho do gênero no mundo. O projeto Moça Bonita começou no Líbano, há três anos, com um trabalho de prevenção do câncer, através de caravanas da saúde, em parceria com médicos e hospitais libaneses, o que possibilitou levar assistência a muitas mulheres brasileiras vítimas da doença. Mais do que o tratamento contra a doença, o projeto prevê tratamentos e procedimentos inclusive estéticos para recuperar a autoestima das mulheres que lutaram contra o câncer.

No Brasil, com apoio e parceria da iniciativa privada, o Instituto visa contribuir com o tratamento de câncer em mulheres jovens, bem como incentivar pesquisas médicos voltadas ao tema.

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