O que é de César Mt. 22: 15-22

O fato dos fariseus e os herodianos se unirem, para conspirarem e armar uma cilada, revela o grau de ameaça que Jesus representava para eles. Eram dois partidos antagônicos, os herodianos apoiavam Roma, enquanto os fariseus eram os doutores da lei que defendiam a tradição religiosa. O próprio Herodes queria Jesus morto (Lc. 13:31) e, os fariseus também já estavam planejando matá-lo (Jo.11:53). Assim, juntaram as forças para alcançarem seu objetivo comum.

Para colocar Jesus numa armadilha, fizeram uma pergunta: “É lícito ou não é, pagar imposto a César?” (v.17) – O que estava em discussão era o imposto individual, uma taxa anual de um denário por pessoa. (v.19) – De um lado do denário havia a imagem do rosto do imperador; do outro lado, havia a imagem dele sentado no seu trono em vestes sacerdotais. Os judeus consideravam tais imagens como idolatria, proibida pelo segundo mandamento (Ex.20:4), o que tornaria essa taxação e essas moedas duplamente ofensivas, porque sugeria que Roma possuía até mesmo as pessoas, enquanto eles viam a si mesmo e sua nação como posse de Deus.

O sentido para eles questionarem Cristo sobre o imposto individual e particular era significativo. Se ele respondesse não à sua pergunta, os herodianos o acusariam de traição contra Roma. Se dissesse sim, os fariseus o acusariam de deslealdade com a nação judaica e ele perderia o apoio das multidões.

A imagem de César está estampada na moeda; a imagem de Deus está estampada na pessoa. “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.” (Gn. 1 26-27) – O cristão deve “sujeitar-se” e obedecer a César no governo de César (Rm.13:1-7; I Pe.2:13-17), mas o Reino de Deus não pertence a César e portanto, devemos obediência e honra somente a Deus. Desse modo Cristo reconheceu o direito de César estabelecer e cobrar impostos e, disse que é dever dos cristãos pagá-los. Mas ele não sugeriu que César tivesse autoridade total e irrestrita no âmbito do Reino de Deus. O Evangelho não pode ser ideologizado.

O que é de César? Toda a resolução ou lei que venha a ferir a imagem e semelhança de Deus deve ser repudiada. Tudo o que venha atentar contra a vida e os valores fundamentais da fé cristã, devem ser repelido e rejeitado, não procedem de Deus. A “carta magna” do cristianismo é o Evangelho, e está acima da constituição de uma nação ou de qualquer resolução da ONU. Somente a Deus devemos obediência total e irrestrita. Cristo é a rocha da qual nós pertencemos, e tudo o que vier a se chocar com ele, virará pó. (MT. 21:42,44). Os grandes impérios da humanidade (Persa, Assírio, Egípcio, Grego, Romano etc.) ruíram no decorrer da história, não porque foram suplantados ou conquistados, mas, porque desprezaram valores fundamentais de Deus. Seus reis e governantes se prostituíram, modificando costumes, condutas e maneiras de comportamentos pessoais. O tecido social e moral apodreceram, os valores se inverteram e toda a estrutura pela qual era sustentado ruiu, desmoronou.

Temos que prestar muita atenção nos dias de hoje sobre temas e projetos de lei que são defendidos no congresso e na sociedade de modo geral, tais como: Ideologia de Gênero, Aborto, Legalização das Drogas, Destruição de Valores Familiares, Relação incestuosa, Ofensas Religiosas, Kit gay, etc. que certamente irão apodrecer o tecido moral e social.

A rejeição a Deus é a causa de toda a derrocada humana. Em última análise, todas as coisas são de Deus (Rm.11:35-36; Ap.4;11), incluindo o governo onde César exerce autoridade. “Pois dêem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

IGREJA ANGLIANA

Rev. Marialvo Rodrigues

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