O BANQUETE DO REINO Mt. 22:01-14

Mais uma vez, Jesus conta uma parábola para ilustrar o Reino do Céu: um banquete que foi preparado com esmero, cuidado e dedicação para celebrar as bodas do filho do rei (v.2). No entanto, a apatia e a rejeição dos convidados ficaram caracterizadas como um desprezo pessoal ao rei. Assim mesmo o rei manda outros servos para reforçar o convite; demonstrando sua paciência e benevolência para com aqueles que deliberadamente rejeitaram seu convite; as desculpas para não aceitarem foram variadas, de acordo com o interesse e a conveniência pessoal de cada um. … um foi para o seu campo, outro foi fazer os seus negócios (v.5). Foi até que a paciência do rei se esgotou e puniu aquela cidade. A festa estava organizada e pronta, porém, os convidados não foram dignos (v.8).

Então, o convite foi estendido indistintamente a todos que fossem encontrados pelos caminhos (v.9); ilustrando que o evangelho é ofertado indiscriminadamente a todos. Porém, um dos convidados não estava com a veste nupcial que fora fornecida pelo próprio rei. Indicando assim, que ele, de sua própria vontade, rejeitou a provisão graciosa. Sua afronta ao rei foi um insulto maior do que daqueles que se recusaram ir à festa.

Essa analogia representa aqueles que se identificam com o rei apenas exteriormente; professam ser cristãos, pertencem a uma igreja no sentido visível mas, desdenham do manto da justiça que Cristo oferece, estabelecendo sua própria justiça… procuram afirmar sua própria justiça, e assim, não se submetem à justiça de Deus (Rm.10:3). São os profissionais da religião, doutores da lei que buscam seu bem estar, vazios e pobres espiritualmente. São estranhos e as ovelhas fogem deles… elas não conhecem a voz dos estranhos (Jo.10:5).

As suas agendas são carregadas de datas e atividades comemorativas de cunho comercial, social e político.  Identificam-se muito com assuntos e programações visando à promoção pessoal e a disputa por cargos e poder. Deleitam-se em infindáveis reuniões e encontros entre os iguais, e nada trazem ou contribuem para a comunidade local. O resultado são Igrejas vazias e mornas onde o rito religioso prevalece sem o fogo do Espírito Santo. Seria como um time de futebol que não tendo mais chance de se classificar, acaba jogando num estádio vazio só para cumprir tabela. Assim, como na política há muitos políticos de carreira e poucos estadistas. Na Igreja há muitos religiosos profissionais e poucos discípulos de Cristo.

A parábola termina dizendo que, muitos são chamados, mas poucos os escolhidos. Esse chamado se estende a todos os que ouvem o evangelho. “Muitos” o ouvem e ignoram o chamado e “poucos” correspondem com atos de fé genuína, colocando Deus em primeiro lugar. Como também, são poucos os que entram pela porta estreita que leva para a vida eterna (Mt.7:13-14).

Há um correto equilíbrio entre a “responsabilidade humana e a soberania divina”. Aquele que é “chamado” e rejeita o convite o faz por vontade própria, (livre arbítrio) e desse modo, sua exclusão do reino é perfeitamente justa. Já o “escolhido” entra no reino somente pela graça de Deus… Nossa vida toda é feita de escolhas. “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” (Js. 24:15).

IGREJA ANGLICANA     _      Rev. Marialvo Rodrigues

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