Melhorar a comunicação é o grande desafio para ajudar estrangeiros que buscam vida nova Cascavel

Foto: Asscom

Secretaria Municipal de Assistência social prepara cartilha em francês, crioulo (língua nativa dos haitianos) e outras línguas para auxiliar imigrantes que buscam vida nova em Cascavel

O secretário municipal de Assistência Social, Hudson Moreschi Júnior, a gerente da Agência do Trabalhador, Marlene Crivelari, e o presidente da Associação de Haitianos de Cascavel, Marc Metelus, participaram na manhã de ontem (26) de uma audiência pública, realizada na Câmara de Vereadores com a participação dos estrangeiros que vivem na cidade.  A reunião foi proposta pela própria associação que representa os mais de cinco mil imigrantes que residem, trabalham e são atendidos pelos serviços oferecidos pela rede de assistência social disponibilizada pelo Município.

“O que percebemos é que estas pessoas ainda encontram uma grande barreira com a língua e o que estamos fazendo para amenizar esta questão é contratar estagiários haitianos, para os CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) para facilitar a comunicação e o entendimentos dos programas existentes e as regras para que estas famílias estrangeiras se adequem e possam ser beneficiadas, dentro do que a gestão do prefeito Paranhos se propôs a fazer desde janeiro de 2017”, disse o secretário. Além disso, segundo ele, “a Seaso está organizando a produção de uma cartilha junto à rede de atendimento do Município; esta cartilha deverá ser confeccionada em francês, crioulo e outras línguas para poder facilitar a comunicação. Precisamos entender o que a pessoa precisa, precisamos explicar aos estrangeiros o que temos disponível de serviços e quais as regras para serem inseridos nestes serviços”.

A gerente da Agência do Trabalhador falou aos haitianos sobre a necessidade de eles saberem se comunicar em português para obterem melhores resultados no ambiente de trabalho. “Quando estiverem em uma empresa, eles devem procurar saber o que é oferecido, o que está disponível em termos de programas de qualificação, especialmente da língua, porque esta é a barreira mais difícil para ser superada na hora da contratação”, disse Marlene Crivelari, que completou explicando que a Agência do Trabalhador de Cascavel oferece não apenas o encaminhamento para o mercado de trabalho, mas também “um olhar diferenciado, mais humano para os estrangeiros porque entendemos as dificuldades que eles enfrentam ao deixarem seu país e recomeçarem em uma nova nação com língua e cultura diferentes: procuramos oferecer trabalho , atenção e capacitação a estas pessoas, para que recomecem com dignidade suas vidas. E, se escolheram Cascavel para viver, vamos dar toda atenção necessária, porque  esta humanização no atendimento à população faz parte do programa de governo do prefeito Paranhos”.

Para a Associação de Haitianos de Cascavel, o acolhimento recebido na cidade reflete a preocupação do Município em oferecer aos imigrantes a oportunidade de recomeçarem suas vidas com dignidade e igualdade de condições com todas as famílias estrangeiras que chegam cada vez mais para viver em Cascavel.

Poliana Laucher, assistente social do Município destacou que “Cascavel tem atraído cada vez mais estrangeiros que buscam aqui, a oportunidade de uma vida melhor. Temos bolivianos, venezuelanos, senegaleses, haitianos, enfim, muitos estrangeiros que vêm para Cascavel em busca de trabalho e o Município tem, na medida do possível, junto com entidades parceiras ajudado estas famílias”.

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