Mais de 50 toneladas de lixo são retiradas do Rio Cascavel

Resíduos criaram uma espécie de barreira, o que afetou diretamente o abastecimento de água para cerca de 70% da população
Ano passado Cascavel ficou sem abastecimento de água por conta da estiagem. Já nesta semana aconteceu um episódio contrário, justamente por conta da chuva, cerca de 70% da população ficou sem água em casa. Afinal, por que isso aconteceu? A resposta para essa pergunta é amarga. Segundo a Sanepar, o fornecimento foi comprometido devido ao excesso de lixo descartado de forma incorreta pela população, que acabou resultando em mais de 50 toneladas de lixo no Rio Cascavel, a principal fonte de abastecimento da cidade.
A informação foi dada pela gerente regional da Sanepar, Rita Camana, durante a coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (21), na Prefeitura de Cascavel, e que contou também com o secretário municipal de Meio Ambiente, Wagner Yonegura, e a gerente regional e local do IAT (Instituto de Água e Terra – antigo IAP), Marlise da Cruz.

Segundo a gerente da Sanepar, o abastecimento deve ser estabelecido até domingo em todo o Município, mas, só será possível, devido à retirada de todo o entulho. “A barreira de lixo impediu que o Rio Cascavel tivesse seu fluxo normal, pois não retornava essa água para captação”, pontuou Rita. Segundo ela, garrafas pet e isopor foram a maioria dos resíduos encontrados no lixo.

Após identificado o problema,  o IAT acelerou o processo para assegurar a liberação de máquinas para a retirada do lixo ainda na quinta-feira (19). “O Rio Cascavel estava totalmente obstruído. O Rio não foi lá captar todo esse lixo, foi a mão humana. Temos que repensar nossas atitudes com a natureza”, conclui a gerente regional do IAT, Marlise Cruz.

A situação lamentável em que se estava o Rio Cascavel ocorreu por conta do descaso da população, garantiu o secretário de Meio Ambiente, Wagner Yonegura. “Cascavel é a sexta melhor cidade do Brasil em saneamento, o que inclui tratamento de água, esgoto e coleta de lixo, e uma cidade desse nível, não é cabível que isso ocorra. É falta de conscientização da população, falta de colaboração. Em Cascavel, a varrição de rua é realizada em 140 km de calçadas e ruas diariamente, são 76 pessoas exclusivamente para esse serviço. Agora, 50 toneladas de lixo são mais ou menos 15 caminhões, ou seja, não foi uma pessoa que jogou 15 caminhões dentro do Rio. É um pedacinho de plástico, é uma garrafinha, são pessoas que jogam lixo pelo bueiro, isso vai pela galeria e acaba no Rio.Todo mundo se preocupa com o mar, mas o mar começa aqui na nossa calçada”, alertou o secretário.

 

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