Guampas longas e curvadas destacam a beleza do Franqueiro

Animal que é símbolo do Rio Grande do Sul corre sério risco de acabar

Foto: Afonso Magalhães

Boi Franqueiro, uma beleza exuberante por onde passa, com chifres longos, cor colorida com manchas brancas e vermelha. Essa raça é antiga, há dados que esse tipo de gado foi domesticado no Egito, há seis mil anos. Surgiu na Península Ibérica trazida para América por Cristóvão Colombo em 1493. No Brasil por volta de 1534, por Martin Afonso de Sousa.

A raça se expandiu principalmente para região sul brasileira, trazida pelos padres jesuítas, nas estâncias Missioneiras e Vacarias dos Pinhais no Rio Grande do Sul em 1970. Nos dias de hoje ela está em extinção só se cria para reprodução há índice que só existem mil cabeças em todo o Brasil.

O gado Franqueiro esta concentrada e presente em 15 propriedades da região sul, 200 no Rio Grande do Sul, o restante dividido em fazendas, no Paraná e em Santa Catarina.

Foto: Afonso Magalhães

Cuidados no manejo de criação

Bois e vacas são criados exclusivamente para reprodução e preservação da raça. O tratador do gado Jair José Bueno, diz “essa raça está sendo criada para manter a história por ela ter mais de seis mil anos. Hoje só tem essas sendo criadas no Paraná. Essa raça é a que mais faz sucesso em exposições , todos querem tirar uma foto para mostrar para seus parentes”.

Esses animais são alimentados só no pasto de preferência com a grama estrela africana, mas depende muito da região onde produz. Eles não podem ganhar muito peso, se eles forem muito pesados pode correr o risco de se machucar na hora do cruzamento com as vacas, devem manter um peso no máximo setecentos quilos cada um, conta Bueno.

Na Fazenda no Rio Grande do Sul na cidade de São Francisco de Paula, o fazendeiro Sebastião Oliveira é um produtor que só cria para preservar a espécie. Ele diz: “esse gado é o primeiro que entrou nas Américas vindo da Europa, trazida pelos Portugueses e Espanhóis. Com as raças consideradas nobres esse gado passou a não ter valor, mas tem um valor grande, que é histórico e é igual os outros animais”.

Essa raça é um símbolo do Rio Grande do Sul, desde 19 de setembro 2012 ela passou a ser lei 14.102, no Estado.

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