“Foi uma decisão madura”, diz Paranhos sobre aprovação da gestão e operacionalização do Hospital de Retaguarda pelo Consamu

Foto: Asscom da Prefeitura

Prefeitos dos 48 municípios que integram o Consórcio aprovaram a mudança do estatuto hoje, em assembleia na Amop

Agora é oficial. O Hospital de Retaguarda de Cascavel, antigo Santa Catarina/Jácomo Lunardelli, será gerido e operacionalizado pelo Consamu (Consórcio Intermunicipal do Oeste do Paraná) em parceria com a Prefeitura de Cascavel. O martelo foi batido nesta manhã (28), durante assembleia que reuniu os prefeitos dos 48 municípios que integram o Consórcio. Eles aprovaram a mudança de estatuto, a qual permitirá que o Consamu amplie o ramo de atuação e gerencie também hospitais. Além de Cascavel, o Consórcio fará a gestão e a operacionalização do Hospital Regional de Toledo.

Dentre as vantagens apresentadas aos prefeitos para se mudar o estatuto e permitir que o gerenciamento seja feito pelo Consórcio está o fortalecimento e a autonomia dos Municípios, descentralizando ações de governo, o que aumenta a transparência e o controle das decisões públicas, além de melhorar o relacionamento das prefeituras com outras esferas de governo.

“Foi uma decisão madura, de quem entendeu e demonstrou que tem conhecimento da real necessidade que temos”, avaliou o prefeito Leonaldo Paranhos, que agora aguarda a sequência dos trâmites burocráticos para dar continuidade à parceria que, segundo ele, traz dinamismo, menos burocracia, além de desonerar o Município e contemplar toda a microrregião.

“Optamos pelo formato de gestão compartilhada porque já temos uma boa experiência na UPA Tancredo, que é administrada pelo Consamu em conjunto com a Prefeitura, e sabemos da necessidade de se implantar na região um hospital de média e baixa complexidades. Então a melhor alternativa é o Consórcio, uma vez que temos pela frente o desafio de colocar 12 novas unidades de saúde em funcionamento em 2020”, detalhou Paranhos.

A administração direta se torna inviável justamente devido à necessidade de contratação de 100% dos profissionais, o que impactaria diretamente o orçamento do Município e o índice prudencial de forma integral.

Segundo o secretário de Saúde de Cascavel, Thiago Stefanello, que detalhou aos prefeitos a Proposta de Implantação do Hospital de Retaguarda, pelo menos 17 cargos são necessários para o Hospital e, atualmente, não existe saldo de contratação ou concurso público vigente para dez.

O diretor geral do Consamu, José Peixoto, explica que a aprovação da proposta na assembleia hoje é, na prática, um ato autorizatório para tramitar a mudança do estatuto do Consórcio e para implantação das normativas internas e novos planos de cargos e salários dos servidores que atuarão no novo modelo de gestão. Serão necessários pelo menos 500 novos profissionais para atender Cascavel e Toledo segundo ele.

A expectativa é que o Hospital de Retaguarda de Cascavel entre em funcionamento no primeiro quadrimestre de 2020, com 38 leitos, e um custo aproximado de R$ 1 milhão mensal, com custeio da União e do Estado. “Assim que for concluída a reforma da UPA Brasília, o atendimento será retomado no endereço sede e a estrutura que hoje a abriga passará por melhorias necessárias para voltar a ser chamada de hospital. Nosso cronograma encerra no fim de março”, explicou o secretário de Saúde.

A nova unidade nascer com a meta de ser referência para as UPAs e Pronto Atendimentos de Cascavel, Santa Tereza do Oeste, Catanduvas e Lindoeste. Gradativamente passará de 38 leitos para até 60, consolidando o processo de regionalização das portas hospitalares de baixa e média complexidades.

Texto Via/Asscom da Prefeitura

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