Distrito de Sede Alvorada foi beneficiada com o Projeto piloto que inicia combate ao borrachudo

Foto: Assessoria da Prefeitura

Distrito de Sede Alvorada foi beneficiada com o Projeto piloto que inicia combate ao borrachudo

Secretários municipais de Cascavel, Wagner Yonegura de Meio ambiente, e de Agricultura, Nei Haveroth, a veterinária da Vigilância Ambiental, Paula Costa Lis, o presidente do Sindicato Rural Patronal, Paulo Orso, e agricultores da região de Sede Alvorada participaram na manha desta terça-feira (26) do lançamento do projeto piloto para controle biológico de borrachudos na bacia hidrográfica de Cascavel. A reunião de trabalho foi realizada na Casa de Retiros localizada no Km 99 da BR-467, na Linha Barro Preto, saída para Toledo.

Os produtores receberam orientações de como, onde e quando fazer a aplicação do BTI (larvicida biológico), produto de controle biológico do borrachudo. O assunto mobilizou o comitê gestor de controle do borrachudo que conta com representantes das secretarias de Saúde, Agricultura, Meio Ambiente, Unioeste, Sanepar, Emater, Comder (Conselho de Desenvolvimento Rural de Cascavel) e Sindicato Rural de Cascavel.

Nei Haveroth, que representou o prefeito Leonaldo Paranhos, destacou a importância da participação dos agricultores no combate ao mosquito. “É muito importante esta participação porque  a infestação do mosquito já está se tornando um problema de saúde no Município, principalmente no Distrito de Sede Alvorada. Esta ação conjunta entre as entidades e Município vai amenizar o problema que não será fácil de ser controlado e que depende muito da participação dos agricultores”, alertou.

Na reunião foram mobilizados os produtores rurais numa extensão de 25 quilômetros do Rio das Antas, iniciando pelo perímetro urbano. Os agricultores receberam o BTI, produto biológico com ação exclusiva nas larvas do borrachudo, e foram orientados quanto a aplicação. Também foi feita uma demonstração de como fazer a aplicação. Para que os resultados sejam alcançados foi feita a medição de vazão do rio para definir a quantidade do produto que será usado, já a partir de hoje, encerrando o ciclo no dia 21 de janeiro de 2020.

A aplicação do BTI deve seguir rigorosamente as orientações técnicas para apresentar o resultado esperado. Cada proprietário rural estará encarregado de aplicar o produto que será fracionado como forma de garantir a segurança. “A proliferação do mosquito aconteceu devido a um desiquilíbrio ecológico e excesso de matéria orgânica no rio, além da falta de predadores naturais.  O controle que estamos propondo é com um agente biológico que combate as larvas do borrachudo e não prejudica o meio ambiente, vegetação, algas e peixes e não contamina a água”, concluiu Yonegura.

A cada 15 dias é feita a aplicação. É um controle contínuo e cada aplicação é diferente porque é preciso medir a vazão do rio e determinar a quantidade do produto a ser usado pelos agricultores. A aplicação precisa ser feita com regador com estudo pré-determinado de produto, concentração, distância entre um ponto e outro de aplicação, deve ser diluído em água. O BTI será filtrado pelas larvas dos borrachudos impedindo a eclosão. “Os resultados começam a ser observados já primeira semana. Os mosquitos adultos antes da aplicação têm tempo de vida de 30 a 40 dias, por isso, o efeito maior é observado neste intervalo de tempo a partir da primeira aplicação”, explicou Clair Aparecida Viecelli, bióloga e especialista em saúde pública.

Os proprietários rurais deverão seguir o calendário de aplicação, respeitar as doses, pontos de aplicação e também fazer a limpeza dos rios e recuperação de mata ciliar. “Este conjunto de ações é que será determinante, a curto e longo prazo, para que haja o controle de borrachudos em nosso Município”, completou Clair

O projeto-piloto visa o monitoramento e controle integrado do mosquito através da gestão participativa na sub-bacia hidrográfica do Rio São Francisco Verdadeiro e sua posterior expansão para todo o Município, onde for necessária a aplicação. “O anseio da comunidade é muito grande por isso os produtores vieram procurar o Sindicato Rural para que buscasse sensibilizar o prefeito e secretários sobre o problema. Sensível à situação, o prefeito Paranhos de pronto já disponibilizou ajuda para resolvermos o problema. Assim, o Sindicato e a Sanepar patrocinaram a aquisição produto que será usado pelos produtores, porque entendemos que o Governo Municipal, por questões legais, não poderia atender a comunidade rural de forma tão imediata. Esperamos que os agricultores entendam a gravidade da situação e o poder que eles têm neste controle do borrachudo, por isso estamos aqui, junto com a Prefeitura, sempre  defendendo o produtor rural”.

Texto/Asscom da Município de Cascavel

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