Cascavel vai ampliar produção de energia elétrica através de fontes alternativas

Propostas e ações foram discutidas com o superintendente da Copel, Fernando Grupelli Junior

A Praça do Migrante, um dos cartões postais de Cascavel tem 80% do abastecimento de energia garantido pelo biogás produzido no aterro sanitário onde está instalada a usina para geração de energia. “Além da Praça do Migrante, outros 20 espaços públicos são beneficiados por esta energia, o que gera uma grande economia para os cofres públicos. Estamos ampliando nossa produção de energia através do uso do biogás produzido no aterro. A expectativa com este aumento da produção é de que o Município saia dos atuais 80 mil KW/mês para 150 mil KW/mês o que representaria uma economia média de R$ 110 mil/mês nas unidades consumidoras do Município que são abastecidas com a energia gerada no aterro”.

A explicação foi dada pelo prefeito, Leonaldo Paranhos no final da tarde de ontem (22), durante conversa com o superintendente de Regulação e Finanças da Distribuição da Copel, Fernando Grupelli Junior. Também participaram do encontro o secretário municipal de Meio Ambiente, Wagner Yonegura, e o presidente da Fundetec, Alcione Gomes, além do engenheiro Elmo Rowe Júnior, da Sema.

Durante o encontro, o superintendente da Copel apresentou o orçamento da obra que fará parte de um conjunto de expansão da geração de energia do aterro sanitário. Em Cascavel, são 8,4 km de uma rede de alta tensão que o Município vai executar para conseguir dobrar a capacidade de produção de energia no aterro.

Investimentos

O projeto já existe há três anos e a Copel havia autorizado a injeção de 149 kW, a partir  do mês passado e de novos estudos de proteção dos equipamentos de geração com a conexão da rede da Copel. A companhia já autorizou o Município a dobrar a capacidade para 300 kW. Para isso, o Governo Municipal deverá investir R$ 370 mil na rede de alta atenção e mais R$ 80 mil no processo de automação dos equipamentos de energia que há no aterro.

O Município já está licitando outro conjunto motogerador para atender a capacidade máxima de 300 kW que  será implantado . “Hoje recebemos o orçamento para a execução de obra no sistema de distribuição de energia, estima-se que em até 120 dias a gente já esteja com essa capacidade dobrada”, completou Elmo Rowe Júnior.

Aterro sanitário

O aterro sanitário de Cascavel produz aproximadamente 1.100 metros cúbicos por hora de biogás e, deste total, apenas 150 metros cúbicos por hora são utilizados na produção de energia. Com este aumento na capacidade a produção de energia através do gás metano, 200 metros cúbicos serão utilizados na geração. A produção de energia no aterro para consumo interno começou em 2008 e o processo de compensação começou em 2017. “Agora com esta autorização para o aumento na produção de 149 kW para 300 kW, pela Copel, vamos poder beneficiar um número maior de prédios públicos”, explicou o engenheiro da Sema.

Energia Solar

“Estamos pensando em chegar a um megawatt de energia produzida. Este é um projeto de médio prazo que temos e que, evidentemente, está comprovado que é um investimento muito coerente. O investimento que estamos fazendo é em torno de R$ 370 mil e teremos uma grande capacidade de produção. E, paralelamente a isso, tratamos também de uma usina de energia solar. Já estamos com o projeto pronto e agora vamos fazer a solicitação junto à Copel”, detalhou Paranhos, lembrando que “esta é uma tendência de economizar e usar estas fontes alternativas. É bom lembrar que a energia elétrica tradicional é movida a água e estamos com problema importante de água; cada vez mais teremos que buscar soluções alternativas, e neste caso, o aterro é uma grande fonte, porque transformamos o lixo em energia para abastecer nossas escolas e espaços públicos e também a energia solar. Estamos tendo uma mudança climática com o aumento o período de duas a três horas de aquecimento. Então vamos trabalhar nesta tendência”.

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