Candidato ao cargo de Guarda Prisional do Depen é preso após apresentar documentos falsos

Um candidato que participava do processo seletivo para Guarda Prisional do Departamento Penitenciário do Paraná foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (15), após apresentar documentos falsos. A prisão aconteceu na sede do Depen, em Curitiba, durante a apresentação dos candidatos e entrega dos documentos.

“O processo seletivo do Depen foi extremamente rigoroso.  Através de uma análise documental se verificou que o candidato apresentou documentos falsos. Em razão disso, foi dado a ele a voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à Central de Flagrantes de Curitiba”, esclarece o diretor-geral do Depen, Francisco Caricati.

De acordo com o presidente da comissão do processo seletivo do Depen, delegado Renan Ferreira, o homem apresentou os documentos primeiramente no site da Universidade Federal do Paraná, como determinava o edital. “Com o item submetido, a Universidade Federal do Paraná analisou e viu que a certidão de “nada consta”, não tinha nenhuma pendência com relação a ele, ele foi aprovado e convocado para assinar o contrato hoje”, explicou.

Assim que saiu a convocação, o Depen foi informado de que haveria procedimentos pendentes, contrariando o documento apresentado pelo candidato. “A gente começou a averiguar e esperamos para ver o que seria apresentado. Ele apresentou formação em direito, tudo bem, e dois documentos específicos, que são uma declaração dizendo que nunca tinha sido condenado ou indiciado e uma certidão de “nada consta” no Departamento Penitenciário”, contou o delegado.

No entanto, de acordo com o presidente da comissão do processo seletivo, há um procedimento correndo no Depen. “Inclusive, o recurso dele está marcado para julgamento esta quinta-feira (16/07), já tendo sido condenado em primeiro grau”, afirmou. Quando questionado sobre o documento, ao delegado o homem teria afirmado que recebeu a certidão de um amigo.

“Verificamos, junto ao Recursos Humanos e o documento que efetivamente ele recebeu dava conta de que ele tinha sido condenado pelo Conselho Superior do Depen, com rescisão contratual. Essa certidão foi falsificada”, contou Renan. “Nessa hora, foi dada voz de prisão e ele foi encaminhado à Central de Flagrantes”, completou.

HISTÓRICO – O candidato já trabalhou no Depen e foi demitido após ser acusado de facilitar e fornecer informações para uma fuga que ocorreu na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), em setembro de 2018, em que 29 presos fugiram após a explosão do muro da penitenciária. Ele ainda responde ao processo na justiça.

PSS – O processo seletivo do Depen, em andamento, visa a contratação temporária de 1.394 guardas prisionais que terão como atribuição orientar, vigiar, fiscalizar, revistar e conduzir os detentos de unidades penais e cadeias públicas de todo o Estado.

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