Aves de pequeno porte que podem se transformar em um bom dinheiro

Codorna apresenta versatilidade como produto na oferta de derivados cada vez mais desejados

Foto: Afonso Magalhães

A criação de codornas traz uma grande vantagem a seu produtor, um bom retorno financeiro, e o melhor de tudo, um retorno rápido. O agricultor que não pode investir muito, neste segmento, com pouco investimento pode realmente colher frutos, ou melhor, ovos.

Em um pequeno espaço, pode-se fazer com muita facilidade o manuseio dos animais. Uma gaiola usada para alojar uma galinha, pode-se abrigar cerca de 40 codornas.

A carne de codorna é considerada uma iguaria fina, e permite vários tipos de processamentos e confecções como a elaboração de conservas, patês, defumados e assados de diversos tipos. Pode também ser servida de várias formas como, assada, frita, à milanesa, recheada.  Além de sua carne, a codorna produz ovos em grande escala, muito consumidos em diversos bares, lanchonetes e mercados.

Para quem produz para o mercado de carne e ovos há mais lucro por ser a despesa só com alimentação. Já quem vai criar para reprodução, os custos acabam encarecendo por motivo de ter que usar chocadeiras e assim aumenta o consumo de energia elétrica.

Foto: Afonso Magalhães

Cascavel possui uma granja de codornas voltada para produção e venda da carne e ovos, e ao comércio de óvulos incubados. O proprietário desta granja, Nelson Lora, diz: “produzimos em média 400 quilos de carne por mês, que é comercializada por R$ 23,00 o quilo, os ovos abastecem os supermercados da cidade e região, os óvulos vão para chocadeiras”.

Segundo Lora, a seleção dos animais é feita levando em consideração alguns fatores como a coloração das penas das aves. Os machos são da cor mais clara e vão para o abate depois de 60 dias de vida. Já as fêmeas são mais escuras, com uma cor carijó (acinzentada), elas são separadas com dez dias de vida e são utilizadas para produzir os ovos.

A carne da codorna não é muito popular entre a população local, mas tem seus apreciadores, como o vendedor comercial, Marcos de Oliveira, que consome a carne há cerca de dez anos. “É uma carne nobre e muito saborosa, em nossa cidade não existe mais um lugar que ofereça esse prato, como já se teve em outros tempos”. Na maioria das vezes é mais fácil encontrar o produto congelado nas granjas.

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