Autistas devem ter prioridade no atendimento

Autistas devem ter prioridade no atendimento

De autoria dos vereadores Carlinhos de Oliveira (PSC) e Olavo Santos (PHS), o Projeto de Lei 104/2019 determina que os órgãos públicos e estabelecimentos privados de atendimento ao público mantenham placas com a identificação do símbolo mundial do Transtorno de Espectro Autista. A matéria legislativa prevê atendimento prioritário aos autistas da mesma forma que aos idosos, gestantes, lactantes e deficientes físicos. O projeto será votado na semana que vem, nas sessões de terça e quarta-feira.

“É lamentável uma pessoa com autismo não ter atendimento prioritário nas agências bancárias, nas casas lotéricas, em estabelecimentos comerciais e principalmente em órgãos públicos que possuam atendimento de grande quantidade de pessoas diariamente, como exemplo, o INSS, os Correios e a Prefeitura”, justificam os proponentes.

Os vereadores defendem a aprovação do projeto devido à importância que essa preferência terá para as pessoas com autismo, tendo em vista que a demora no atendimento pode provocar uma crise incontrolável, gerando problemas tanto para o autista como para seu acompanhante, sendo que para estes é necessário tranquilidade e agilidade no atendimento, proporcionando conforto a todos.

Autismo

Muitos mitos, fake news e mesmo tratamentos miraculosos sobre o autismo circulam na internet. É fundamental que pais, jornalistas e autoridades busquem informações confiáveis sobre o assunto.

Os sintomas do autismo começam a aparecer nos primeiros três anos de vida e o ideal é que o diagnóstico seja feito o quanto antes, abrindo caminho para modelos de intervenção comportamentais ou desenvolvimentais – de preferência, abordagens que tenham fundamentação cientifica e um grande número de pesquisa com amostragem populacional significativa.

A importância está em ajudá-los a adquirir competências suficientes e a tempo de poderem ser mais funcionais e socialmente melhores adaptados nos anos mais difíceis que se seguirão, ao adentrarem na escola ou no trabalho. Nesse processo, a intervenção precoce e a oportunidade de oferecer os melhores modelos auxilia na preservação ou até no ganho de capacidade intelectual e de linguagem social verbal e não verbal.

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