Aprovado projeto que prevê sessões de cinema adaptadas para pessoas com TEA, Down e outras deficiências

Foto de Assessoria de Imprensa

Atenção papai e mamãe agora é Lei Nº 166/2019 aprovado em turno final durante a sessão plenária na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Projeto com a iniciativa é do deputado Marcio Pacheco (PDT) com coautoria do Deputado Delegado Francischini (PSL). De acordo com o texto do projeto, as sessões adaptadas deverão ter luzes levemente acesas e o volume do som reduzido para atender as peculiaridades das pessoas com TEA, os portadores de Síndrome de Down e outras pessoas com hipersensibilidade sensorial.

Luz, câmera; ação. A magia do cinema vai começar. “Muitas vezes os pais têm vontade de levar o seu filho ou filha especial a uma sala de cinema convencional, mas ficam preocupados com o comportamento que nem sempre é de uma criança neurotípica. Por isso, o nosso projeto de lei tem o objetivo de oferecer um momento especial de lazer para as crianças e os adolescentes com essas deficiências, bem como a suas famílias. Queremos oferecer a essas crianças e adolescentes a possibilidade de assistir filmes nas salas de cinema, respeitando suas peculiaridades”, afirma Pacheco.

De acordo com uma mãe que tem seu filho Autista, a mesma ressalta que essa lei é um avanço e respeito para quem gosta de ir ao cinema assistir series e não podia ir, “dificilmente eu poderia levar meu filho para o cinema agora ele pode ir e ficar mais aconchegante com mais respeito e dignidade como outra qualquer criança normal”, conta Perla Piana.

Segundo os autores do projeto de lei, a hiperatividade, a sensibilidade auditiva e visual, a dificuldade de concentração e necessidade de permanecer sentado por longo período torna uma sessão comum de cinema um desafio intransponível para este público. A proposta também diz que as sessões deverão ser devidamente identificadas com a fixação dos símbolos mundiais do Espectro Autista e da Síndrome de Down logo na entrada das salas. E também as crianças e adolescentes com as síndromes poderão ter acesso sem restrição à sala de exibição, podendo entrar e sair sempre que desejarem.

 

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