APÓS O COMPUTADOR

Profissionais precisam reaprender a trabalhar

 O grande desafio das pessoas é aprender a usar as ferramentas para continuar exercendo sua atividade

Augusto e Geci conversando com a filha na Austrália

 Conversar com quem está do outro lado do mundo, como se estivesse cara a cara fazia parte do imaginário de quem tem mais de 60 anos. O que parece simples para os jovens internautas de hoje era algo praticamente impossível, acompanhado apenas nas telonas do cinema de ficção científica.

O computador é a principal ferramenta de comunicação para Augusto Keltika, 65, bancário aposentado, conversar com os filhos que moram em Sidney, na Austrália, desde 2009, quando o Skype era o programa utilizado. “Hoje tem uma facilidade maior: o FaceTime. Vejo meus filhos e sem custo nenhum”, diz Augusto, que conheceu de perto a chegada desta tecnologia no Brasil, bem antes de toda essa conectividade. Ainda quando trabalhava no banco em 1982, começaram as primeiras transições da implantação do sistema informatizado onde aconteceram os primeiros contatos com a nova tecnologia. “Sinto a sensação que tivesse pessoalmente com eles. Hoje seria muito difícil ficar sem internet. Ela já faz parte do meu dia a dia. Não tem como ficar sem não conseguimos viver sem ela”, conta Augusto.

ENTRE NÚMEROS E GIGABITES

Foto: Petronilo Trabalhando

Quem também teve o privilegio de conhecer bem de perto o início das novas tecnologias foi o contador Petronilo da Costa Melo, 74, que aprendeu a utilizar as novas tecnologias por necessidade da profissão. Ele fez curso de informática, mas teve que ir aprendendo com o tempo. Hoje utiliza diariamente as redes sociais como Facebook e Whatssp, além dos programas que a profissão exige. “A internet trouxe novas plataformas inovadoras para mudar a vida das pessoas. Hoje não fico sem as redes sociais. Sou viciado e fico conectado com gente de Cascavel e de todo o Brasil. A mídia é fantástica”, diz Petronilo.

MICROFONE E COMPUTADOR

Foto: Afonso Magalhaes de Barbosa trabalhando

Um dos meios mais influenciados pelas novas tecnologias é a mídia: novos equipamentos para televisão, fotografia e também o rádio. O veículo de comunicação que encanta o público pela voz passou por uma ampla transformação, apesar de conservar suas principais características. Hoje a qualidade do som é bem mais limpa e com um computador e um microfone é possível fazer transmissões ao vivo pela web.

O radialista Barbosa Filho, 67, está há 52 anos na profissão e precisa se atualizar a cada dia. A informatização exigiu muito do comunicador que começou a carreira aos 15 anos. “Tive que aprender de uma maneira ou de outra para continuar no ramo. Sempre vou à luta para adquirir conhecimento. Tem emissora que muda de computador e de programação, por isso, tem que aprender tudo de novo”.

Ao contrário das novas gerações que são autodidatas no uso da web, antigamente era necessário frequentar uma sala de aula para aprender a usar o computador. Barboza aprendeu a navegar em um computador com a ajuda de amigos. “Não uso diariamente as redes sociais, mas tenho Facebook, e-mail e Whatsapp”.

RELIGIÃO NO APP

Pr Osvaldo com o Neto Lucas

Em pouco tempo, a internet mudou a rotina de todo o mundo: vai muito além da globalização. Hoje o território não tem delimitação de espaço e tempo. Algo que só os grandes visionários imaginavam há décadas, agora é praticado pelas novas gerações.

O pastor Osvaldo Zengo, 73, aprendeu a utilizar o computador com ajuda dos netos. A interação familiar é aproximada por meio da tecnologia, que muitas vezes é criticada por afastar as pessoas. Usar os aplicativos do celular virou algo comum na vida do pastor, tanto que a entrevista ao Portal Cascavel foi feita pelo Whatsapp. “Converso todos os dias com amigos e familiares pelas redes sociais. Ele também usa a tecnologia para a evangelização. “Dificilmente ficaria sem a internet. Por meio dela, tudo ficou mais perto e mais rápido”, diz Zengo.

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