Alécio vai propor audiência pública para buscar alternativas de trânsito mais seguro

Foto: Marcelino Duarte/ Assessoria CMC

Alécio vai propor audiência pública para buscar alternativas de trânsito mais seguro

O presidente da Câmara Municipal, Alécio Espínola (PSC) vai propor, na próxima semana, a realização de uma audiência pública para discutir com a sociedade civil organizada e com os órgãos de segurança e fiscalização, alternativas para se reduzir o número de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas. Alécio se diz alarmado com a quantidade de acidentes com feridos e vítimas fatais. Ele deve protocolar um requerimento na terça-feira e a votação já deve ocorrer na sessão ordinária de quarta-feira (30).

“Houve uma pequena redução na quantidade de acidentes nos últimos anos, mas ainda assim, os números são impactantes, então, precisamos buscar alternativas para que tenhamos um trânsito mais humano em nossa cidade. Precisamos discutir isso e criar alternativas”, justifica.

Alécio destaca que os acidentes com moto representam uma verdadeira tragédia social e também econômica. Esse é o tipo de acidente de trânsito que costuma gerar o maior número de casos com vítimas e, de regra, mais graves. O vereador explica que não é possível ignorar, por exemplo, o fato de que cerca de 30% de todos os leitos hospitalares disponíveis na cidade são ocupados por vítimas de acidentes de trânsito, principalmente, motociclistas e garupas.

O vereador fez um levantamento de dados junto a Cettrans para análise, visando buscar argumentos para justificar a necessidade da audiência pública. De 2016 a 2018, por exemplo, Cascavel registrou nada menos do que 2.276 acidentes com moto, causando milhares de vítimas com ferimentos e, inclusive, 36 mortes. “É uma tragédia”, reitera.

Exatamente por conta dos dados, Alécio afirma que a sociedade civil organizada, juntamente com as autoridades públicas constituídas e os órgãos de controle e segurança, precisam criar mecanismos de prevenção e sensibilização da população, especialmente dos condutores de veículos, para que se consiga reduzir, estrategicamente, os números de acidentes e vítimas do trânsito. “É um problema de saúde pública, um problema de segurança, mas também um problema econômico e social. Precisamos, todos, nos organizar e encontrar soluções para diminuir esse impacto em nossa sociedade”, avalia.

Para o presidente do Legislativo, o momento inclusive é bastante oportuno, considerando que a Cettrans está em vias de extinção e será substituída pela autarquia Transitar. “De repente, com mais dados em mãos, a partir do debate envolvendo profissionais de saúde, com nossos profissionais dos bombeiros, do Siate, Samu, especialistas em trânsito e gestores públicos, podemos encontrar caminhos para melhorar nosso trânsito, tornando um lugar mais seguro para motoristas, motociclistas, para os ciclistas e, obviamente, também para os pedestres. Enfim, buscar um trânsito mais seguro é construir uma sociedade mais desenvolvida, uma cidade mais segura e humana”, afirma Alécio.

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