Ações de governo melhoram a qualidade de vida no campo em Cascavel

Uma das ações que tem favorecido homem do campo, principalmente os pequenos produtores de leite, é a construção de silos para o armazenamento da silagem feita à base de milho
Estradas rurais, unidades de saúde,  escolas e Cmeis. Os investimentos na zona rural de Cascavel vão além de obras físicas. Há também diversos programas como o “Porteira para Dentro”, criado pelas leis municipais nº 5.819/2011 e nº 4.175/2005, que estabelecem as normas para atendimento e cobrança dos serviços de adequação, fomento e infraestrutura rural, que auxiliam os pequenos produtores.

As leis instituídas se transformam em ações de governo e incentivam as atividades agropecuárias rurais e estabelecem como finalidade os programas de fomento à atividade  agropecuária rural nas unidades produtivas.

Dentro desta perspectiva, uma das ações que tem favorecido homem do campo, principalmente os pequenos produtores de leite, é a construção de silos para o armazenamento da silagem feita à base de milho.

No ano passado, a Seagri (Secretaria Municipal de Agricultura) beneficiou vários produtores com a produção de silagem e com a construção de silo para o armazenamento. A silagem é utilizada pelos produtores rurais para alimentar o gado no período de escassez de pastagem. “Esta é mais uma ação, um serviço que a Secretaria de Agricultura, dentro das suas possibilidades, coloca à disposição do pequeno produtor, principalmente para que eles, na época da entressafra ou da estiagem, possam continuar fazendo a alimentação de todo seu rebanho leite”, disse o secretário de Agricultura, Renato Segalla.

Para ter acesso ao benefício, os produtores precisam entrar em contato com a Seagri ou subprefeituras, solicitar o serviço e agendar a data para realização do procedimento, dentro da programação de trabalho da Secretaria de Agricultura. Pelo trabalho realizado com a produção de silagem, é  cobrado dos produtores o serviço de hora/máquina, que gira em torno de R$ 84, valor estipulado pela tabela elaborada pelo Comder (Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural) .

Em algumas comunidades rurais, para atender essa demanda, o Município repassou, por meio de Termo de Autorização de Uso, um trator e alguns implementos agrícolas, cuja gestão é feita pelas próprias associações de moradores que cobram uma taxa que pode variar de R$ 120 a R$ 130 a hora/máquina.

Todos os anos, nos meses de janeiro, fevereiro, junho e julho, a Seagri consegue atender  aproximadamente 15 produtores por safra. “Como existem duas safras, atendemos no máximo 30 produtores, numa média de dois alqueires de planta por produtor. E precisamos atender a estas demandas em um período ideal porque o corte do milho para silagem requer um tempo certo, não pode estar muito seco e nem muito verde, para que o alimento para o gado, não perca seus nutrientes”, explicou o diretor do Departamento de Infraestrutura Rural Francisco Moraes.

 Qual o ponto ideal de corte do milho para a produção de silagem?

O ponto ideal de colheita para ensilar é quando a planta acumula a maior quantidade de matéria seca  de melhor qualidade nutricional. Em geral, pode-se identificar este momento pelos grãos do milho que estão no estádio farináceo duro (50% da linha do leite). Neste momento, o teor de matéria seca da planta varia de 32% a 38%, dependendo da sanidade de colmos e folhas no momento da ensilagem.

Neste estágio da lavoura colhe-se 95% dos grãos e 100% da forragem que o milho pode produzir. Quanto mais cedo se colhe o milho para silagem menor é a participação de espigas e, por consequência, menos grãos, o que produzirá uma silagem com teor de energia e qualidade abaixo da capacidade real da lavoura, simplesmente por uma decisão errada do momento de cortar a lavoura.

 

Texto/Via Asscom da Prefeitura     _    Foto: Divulgação/Seagri

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