“Acabou o diálogo”, vereadores vão ao MP cobrando responsabilidade da Sanepar

Foto: Marcelino Duarte/ Assessoria CMC

O vereador Celso Dal Molin (PL) anunciou na sessão desta segunda-feira (02) que após encerradas todas as tentativas de tratativa com a Sanepar, através de diálogo, ofícios e reuniões, as próximas medidas serão tomadas através do Ministério Público. Acompanhado dos vereadores das comissões de Meio Ambiente e Defesa do Consumidor, Celso protocolará denúncias na próxima terça e quarta-feira.

Amanhã, terça-feira, 03, às 9h30, os vereadores têm compromisso marcado com o promotor do Ministério Público, Angelo Mazzuchi Ferreira, às 9h30, para entrega da documentação que responsabiliza a Sanepar pelo surto de diarréia ocorrido em Cascavel.

Celso explica que Secretaria de Saúde de Cascavel calcula que o surto de doença diarreica causou um prejuízo financeiro para o município de cerca de R$1.644.087,38. Foram atendidos 12.223 pacientes com doença diarreica (período compreendido entre final da segunda quinzena de dezembro de 2018 a meados de maio de 2019), sendo em todo o ano de 2017 não se chegou a essa quantidade. A companhia foi oficializada sobre a questão, que incluiu o relatório do Ministério da Saúde que comprova que a contaminação pelo protozoário aconteceu pela rede de abastecimento de água. No entanto, a Sanepar não acatou o pedido da comissão para ressarcir os valores extras gastos pelo município e por isso o Ministério Público será acionado.

Também às 9h30, os vereadores entregam à promotora do MP, Larissa Haick Vitorassi Batistin, toda a documentação relacionada às reclamações e denúncias recebidas pela Comissão de Defesa do Consumidor acerca dos hidrômetros instalados pela Sanepar e que, de acordo com os consumidores, geraram aumento nas contas de água não apenas em Cascavel, mas também em outras cidades do Paraná. “A Sanepar diz que o aumento nas contas se dá quase sempre por conta de vazamentos no interior da unidade consumidora, mas essa conta não fecha. Verificamos pessoalmente vários casos que nos foram denunciados e constatamos situações de aumento nos valores cobrados pela Sanepar sem que se tenha qualquer tipo de vazamento no interior do imóvel. Precisamos que os consumidores sejam ressarcidos se estão pagando pelo ar que passa pela tubulação e não pela água consumida”, ressalta Celso Dal Molin.

Na quarta-feira (04), às 10h30, os vereadores vão até o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e entregam ao promotor Sérgio Ricardo Machado, um pedido de providências ao órgão sobre o contrato firmado entre a prefeitura e a Sanepar nos anos de 2002, 2003 e 2004, uma vez que a companhia não respondeu a Comissão quando questionada das condições legais deste contrato, do lucro da companhia nestes três anos e principalmente, da contrapartida dada pela Sanepar ao município pelo direito de explorar as atividades de captação e abastecimento de água e tratamento de esgoto em Cascavel.

Fonte/Asscom da Câmara Municipal

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *